Pré-candidato afirma que pretende levar a sede política do país para o Maranhão e criar novas capitais com funções específicas para diferentes setores da economia.
O empresário e pré-candidato à Presidência da República Pablo Marçal (PRTB) afirmou que pretende transferir a capital federal de Brasília para o Maranhão caso seja eleito nas eleições de 2026. A proposta foi apresentada durante entrevista ao podcast “Redcast”, realizada na segunda-feira (17).
Segundo Marçal, o objetivo seria levar a estrutura política do governo federal para o Maranhão, estado que ele classificou como o mais pobre do Brasil. O empresário também comparou sua proposta à construção de Brasília durante o governo de Juscelino Kubitschek.
Durante a entrevista, Marçal afirmou que pretende construir uma nova capital federal no Maranhão e disse que buscaria superar o tempo levado para a construção de Brasília.
A proposta, segundo o pré-candidato, não envolveria a transferência de toda a estrutura atualmente concentrada na capital federal. O sistema jurídico permaneceria em Brasília, enquanto a parte política do governo seria deslocada para o Maranhão.
Marçal não especificou qual cidade maranhense receberia a nova estrutura.
Além da mudança da capital política, o empresário sugeriu a criação de outras quatro “capitais” com funções econômicas específicas.
São Paulo seria transformada na capital financeira do país, enquanto o Rio de Janeiro assumiria o papel de capital turística.
O Pará seria associado à mineração, assim como Minas Gerais, embora Marçal não tenha indicado quais cidades seriam escolhidas para exercer essas funções.
A transferência da capital foi apresentada por Marçal como parte de sua plataforma para a disputa presidencial de 2026. A ideia, segundo ele, poderia gerar investimentos e movimentar a economia do Maranhão por meio da construção da nova estrutura administrativa.
A proposta ainda está no campo político e não representa uma mudança efetiva da capital federal.
Apesar de se apresentar como pré-candidato à Presidência, Pablo Marçal ainda depende de autorização da Justiça Eleitoral para disputar as eleições de outubro.
O empresário está inelegível até 2032 em razão de condenação relacionada ao uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024. Conforme informado na matéria, sua participação na disputa presidencial ainda depende de decisão do Tribunal Superior Eleitoral.
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