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28/09/2026

Exportações do Brasil para a Argentina caem 18% em 12 meses, aponta governo

Julho 28, 2026
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As exportações brasileiras para a Argentina recuaram 18,1% nos últimos 12 meses, enquanto as importações cresceram 3,8%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento.

As exportações do Brasil para a Argentina recuaram 18,1% nos últimos 12 meses, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A queda ocorre em um momento de aumento das tensões diplomáticas entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei.

Apesar da retração, a Argentina segue como o terceiro maior destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

Exportações encolhem em junho

Em junho de 2026, o Brasil exportou US$ 1,3 bilhão para a Argentina, abaixo dos US$ 1,6 bilhão registrados no mesmo mês do ano anterior.

Com isso, a participação da Argentina nas exportações brasileiras caiu de 5,6% para 3,7% no período analisado.

A indústria automotiva continua sendo o principal setor das vendas brasileiras para o país vizinho, com destaque para automóveis, autopeças e veículos comerciais.

Importações cresceram

Na direção contrária, as importações brasileiras de produtos argentinos aumentaram 3,8% em junho na comparação anual.

Assim como nas exportações, o setor automotivo lidera o fluxo comercial entre os dois países, tanto nas vendas quanto nas compras.

Principais produtos exportados pelo Brasil

Entre os principais itens vendidos pelo Brasil à Argentina em junho de 2026 estão:

  1. Veículos automóveis: US$ 223 milhões (16,86% das exportações);
  2. Partes e acessórios para veículos: US$ 105 milhões (7,93%);
  3. Veículos para transporte de mercadorias: US$ 57 milhões (4,34%);
  4. Outros veículos rodoviários: US$ 38 milhões (2,88%);
  5. Máquinas e aparelhos elétricos: US$ 34 milhões (2,58%).

Produtos mais importados da Argentina

As compras brasileiras do mercado argentino foram lideradas por:

  1. Veículos para transporte de mercadorias: US$ 352 milhões (27,41%);
  2. Automóveis de passageiros: US$ 134 milhões (10,44%);
  3. Trigo e centeio: US$ 77 milhões (6%);
  4. Óleo bruto de petróleo: US$ 71 milhões (5,53%);
  5. Polímeros de etileno: US$ 58 milhões (4,53%).

Relação diplomática segue tensionada

A redução nas exportações acontece em meio ao aumento das tensões entre os governos de Brasil e Argentina.

Nos últimos dias, o presidente argentino Javier Milei voltou a fazer críticas públicas ao presidente Lula durante um evento político no Brasil. Em resposta, integrantes do governo brasileiro também reagiram às declarações.

Na segunda-feira (27), o Ministério das Relações Exteriores manifestou oficialmente descontentamento ao embaixador argentino em Brasília. Ao longo do dia, novas trocas de críticas entre integrantes dos dois governos ampliaram o desgaste diplomático.

Apesar do cenário político conturbado, especialistas apontam que a relação comercial entre Brasil e Argentina continua sendo estratégica para ambos os países, especialmente para a indústria automotiva, que permanece como o principal motor das trocas comerciais entre as duas economias

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