Pagamentos cresceram 7,3% em termos subjacentes, com destaque para tecnologia, petróleo e setor financeiro
As empresas listadas entre as 1.500 maiores companhias do mundo distribuíram US$ 757,8 bilhões em dividendos no segundo trimestre de 2026, segundo o Índice Global de Dividendos e Recompras da Janus Henderson.
O crescimento subjacente dos pagamentos, que desconsidera efeitos cambiais, dividendos extraordinários e diferenças de calendário, foi de 7,3% na comparação anual. Em termos nominais, a alta foi de 3,2%.
A Saudi Aramco manteve a liderança entre as maiores pagadoras, respondendo por 3,1% dos dividendos do índice. Na sequência aparecem Nestlé e HSBC.
A principal novidade do ranking foi a Nvidia, que entrou no grupo das dez maiores pagadoras. A empresa elevou seu dividendo por ação de US$ 0,01 para US$ 0,25 na comparação anual, impulsionada pelo forte crescimento das receitas e pela geração recorde de fluxo de caixa.
O setor de tecnologia apresentou o maior crescimento nos pagamentos, com alta de 23,5%, alcançando US$ 70,5 bilhões em dividendos.
Já o setor financeiro permaneceu como o maior distribuidor, com US$ 239,7 bilhões pagos e crescimento subjacente de 8,1%.
Entre as empresas que aparecem no ranking também estão Microsoft, Tencent, PetroChina, Toyota, TSMC, ExxonMobil e JPMorgan.
Os Estados Unidos foram o maior pagador individual, com US$ 177,2 bilhões, alta de 9,4%. O Japão também apresentou forte crescimento, de 18,2%.
Na América Latina, o Brasil se destacou com US$ 4,4 bilhões em dividendos, crescimento subjacente de 12,8%. A JBS teve participação relevante nesse resultado, elevando o dividendo por ação de US$ 0,35 para US$ 1.
Para 2026, a Janus Henderson projeta crescimento global dos dividendos entre 5% e 6%.
O cenário reforça a importância dos dividendos como fonte de retorno para investidores, mas também mostra que a capacidade de distribuição continua diretamente ligada à geração de lucros e ao desempenho de cada setor.
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