Gestores discutem o futuro das debêntures incentivadas e defendem uma revisão da isenção fiscal, destacando impactos no financiamento da infraestrutura e na renda fixa.
A isenção de Imposto de Renda das debêntures incentivadas voltou ao centro do debate entre gestores de investimentos. Durante a Expert XP 2026, especialistas avaliaram que o benefício fiscal cumpriu seu papel de impulsionar projetos de infraestrutura, mas pode precisar ser revisto.
Segundo Petrônio Cançado, da Occam, a renúncia fiscal reduz o custo de captação das empresas, porém gera perda de arrecadação. Já representantes da ARX Investimentos e da Legacy Capital alertam que o fim da isenção pode elevar o custo de financiamento de obras e, consequentemente, aumentar tarifas para consumidores.
Além da tributação, os gestores destacaram que muitos investidores ainda demonstram baixa tolerância às oscilações do crédito privado, apesar do potencial de retorno desses ativos no longo prazo.
Na avaliação dos especialistas, o futuro das debêntures incentivadas dependerá do equilíbrio entre incentivo ao investimento em infraestrutura e a necessidade de ajuste das contas públicas.
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