Taxas dos títulos públicos avançam moderadamente nesta quarta-feira, enquanto investidores repercutem nova pesquisa eleitoral, queda do petróleo e decisões recentes do Banco Central.
As taxas dos títulos públicos negociados pelo Tesouro Direto operam em alta moderada nesta quarta-feira (23), em um cenário marcado pela queda dos preços do petróleo, repercussões de uma nova pesquisa eleitoral e atenção dos investidores às sinalizações do Banco Central sobre a trajetória dos juros.
Entre os títulos prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 passou de 13,72% no fechamento de terça-feira para 13,77% ao ano nesta manhã.
O Tesouro Prefixado 2032 avançou de 14,05% para 14,08%, enquanto o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,08% para 14,10% ao ano.
Nos títulos indexados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o movimento predominante também foi de alta.
O Tesouro IPCA+ 2032 passou de 7,62% para 7,66% ao ano acima da inflação, registrando a maior alta entre os papéis dessa categoria.
O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 avançou de 7,53% para 7,54%, enquanto o título com vencimento em 2060 passou de 7,21% para 7,22%.
Na direção contrária, o Tesouro IPCA+ 2050 recuou de 7,17% para 7,16% ao ano acima da inflação.
No cenário internacional, os preços do petróleo registram queda nesta quarta-feira.
Segundo informações divulgadas pela Reuters, fontes afirmaram que a Arábia Saudita retomou as operações de seu oleoduto Leste-Oeste e pode ter retomado as exportações pelo porto de Yanbu, no Mar Vermelho.
A possibilidade de normalização dos fluxos de petróleo contribui para aliviar as preocupações com a oferta da commodity e pressiona os preços internacionais.
No ambiente doméstico, os investidores continuam atentos às sinalizações do Banco Central (BC) sobre a política monetária.
O diretor do BC Nilton David participa nesta quarta-feira de uma palestra na J. Safra Investment Conference 2026, em São Paulo.
O evento ocorre após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na qual o Banco Central defendeu a manutenção de uma política monetária restritiva diante das pressões de demanda.
Ao mesmo tempo, a autoridade monetária reconheceu sinais de desaceleração em indicadores de atividade econômica, crédito e inflação.
O mercado financeiro também repercute uma nova pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira.
O levantamento apresentou mudanças nas intenções de voto para o primeiro turno e manteve um cenário de empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno.
Mudanças nas expectativas políticas podem influenciar as percepções dos investidores sobre a condução da política econômica, especialmente em relação às contas públicas, inflação e trajetória dos juros.
No mercado internacional, as ações de tecnologia avançam em meio a uma nova onda de otimismo relacionada à inteligência artificial.
Na Europa, o PMI Composto da zona do euro mostrou aceleração da atividade empresarial em setembro, atingindo o maior nível em mais de três anos.
Na China, por outro lado, as ações registram queda diante da redução das expectativas dos investidores em relação ao encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, previsto para quinta-feira (24), em meio às tensões comerciais entre China, Estados Unidos e Europa.
Às 9h21 desta quarta-feira, as principais taxas eram:
| TítuloRentabilidade anualVencimento | ||
| Tesouro Selic 2031 | Selic + 0,074% | 01/03/2031 |
| Tesouro Prefixado 2029 | 13,77% | 01/01/2029 |
| Tesouro Prefixado 2032 | 14,08% | 01/01/2032 |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 | 14,10% | 01/01/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2032 | IPCA + 7,66% | 15/08/2032 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 | IPCA + 7,54% | 15/05/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2040 | IPCA + 7,31% | 15/08/2040 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 | IPCA + 7,35% | 15/05/2045 |
| Tesouro IPCA+ 2050 | IPCA + 7,16% | 15/08/2050 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 | IPCA + 7,22% | 15/08/2060 |
O comportamento dos títulos públicos ao longo do dia dependerá da evolução dos juros futuros, das expectativas de inflação, das condições externas e das novas sinalizações do Banco Central.
Deixe um Comentário