O Ibovespa encerrou a última sessão em alta de 0,47%, impulsionado pelo forte avanço das ações do Santander Brasil após anúncio de OPA da matriz espanhola. Investidores acompanham a agenda econômica, a temporada de balanços e as expectativas para o Copom e o Payroll dos Estados Unidos.
O mercado financeiro brasileiro começou a semana em clima positivo, após o Ibovespa encerrar a última sessão de julho com valorização de 0,47%, aos 177.999 pontos. O principal destaque ficou para as units do Santander Brasil (SANB11), que dispararam 13,35% depois que a controladora espanhola anunciou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) voluntária por meio de permuta de BDRs.
Mesmo com uma falha técnica na B3 que atrasou o início das negociações por mais de duas horas, o índice conseguiu acompanhar o bom desempenho das bolsas norte-americanas, sustentado pela divulgação de resultados corporativos acima das expectativas.
A forte valorização das ações do Santander Brasil foi o principal fator de destaque do pregão. A proposta de OPA anunciada pela matriz espanhola foi interpretada pelo mercado como uma sinalização de confiança na operação brasileira, impulsionando o papel para a liderança entre as maiores altas do Ibovespa.
O movimento também favoreceu o setor bancário, que segue no radar dos investidores com a proximidade da divulgação dos balanços de instituições como Itaú e Bradesco.
Nos Estados Unidos, os principais índices encerraram o pregão em terreno positivo.
O Dow Jones avançou 0,53%, enquanto o S&P 500 subiu 0,70% e o Nasdaq 100 ganhou 0,60%.
Entre os destaques corporativos, a Amazon registrou forte valorização de 15,32%, seguida pela Alphabet, controladora do Google, que avançou 6,73%, e pela Microsoft, com alta de 3,02%. Na direção oposta, a Apple caiu 7,35% após divulgar projeções consideradas abaixo das expectativas do mercado.
O mercado internacional também acompanha a queda dos preços do petróleo Brent.
A redução das tensões no Oriente Médio, após o cancelamento de uma possível ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã e a retomada das negociações envolvendo o Estreito de Ormuz, trouxe maior tranquilidade aos investidores.
Outro fator que contribuiu para o recuo da commodity foi a decisão da Opep+ de aumentar a produção em setembro, elevando a oferta global de petróleo.
O dólar comercial encerrou a última sessão cotado a R$ 5,0704, refletindo a cautela dos investidores diante da agenda econômica da semana.
Nesta segunda-feira, o mercado acompanha a divulgação do Boletim Focus e do PMI Industrial brasileiro, além dos indicadores industriais dos Estados Unidos.
As atenções permanecem voltadas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para quarta-feira, e para o relatório oficial de emprego norte-americano (Payroll), previsto para sexta-feira, considerado um dos principais indicadores da economia dos Estados Unidos.
Além dos indicadores econômicos, a temporada de resultados corporativos segue movimentando os mercados.
No Brasil, investidores aguardam os balanços de grandes companhias como Itaú, Bradesco e Petrobras. Já nos Estados Unidos, o destaque desta segunda-feira será a divulgação dos números da Palantir, enquanto empresas como AMD seguem no radar ao longo da semana.
Com a combinação entre o alívio geopolítico, a queda do petróleo, a expectativa pela decisão do Copom e a continuidade da temporada de balanços, o mercado inicia agosto em um ambiente de maior otimismo.
Especialistas avaliam que os próximos dias deverão ser marcados por volatilidade, principalmente diante da divulgação dos indicadores econômicos americanos e das decisões de política monetária, que poderão definir o rumo dos mercados no curto prazo.
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