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28/09/2026

Meta pode pagar até US$ 16,68 bilhões em acordo histórico sobre redes sociais

Agosto 26, 2026
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A Meta fechou um acordo para encerrar acusações de que Facebook e Instagram prejudicaram crianças, reduzindo um importante risco jurídico para a companhia e impulsionando as ações no pré-mercado.

A Meta Platforms chegou a um acordo que pode alcançar US$ 16,68 bilhões para encerrar acusações apresentadas por uma coalizão de procuradores-gerais de 29 estados americanos relacionadas aos impactos de suas redes sociais sobre crianças.

O acordo foi firmado durante o julgamento e encerra uma das principais ameaças jurídicas que permaneciam sobre a companhia nesse conjunto de processos estaduais.

A notícia foi recebida positivamente pelos investidores. As ações da Meta chegaram a subir mais de 4% no pré-mercado, indicando que o mercado considera o acordo mais previsível do que o risco de uma decisão desfavorável de um júri.

Acusações envolvem Facebook e Instagram

Os estados americanos acusavam a Meta de ter desenvolvido o Facebook e o Instagram com características capazes de estimular o uso excessivo por menores.

As autoridades também alegaram que a companhia coletou dados pessoais de crianças sem o consentimento adequado dos responsáveis, em possível violação à legislação federal americana de proteção à privacidade infantil.

Outro ponto levantado no processo envolve o uso de dados de menores para treinamento de modelos de aprendizado de máquina e inteligência artificial generativa, sem a devida comunicação ou autorização dos responsáveis.

A Meta negou as acusações e afirmou que trabalha para proteger crianças e adolescentes em suas plataformas.

Acordo reduz incerteza jurídica

Embora o valor potencial do acordo seja expressivo, investidores avaliam que estabelecer um passivo máximo pode ser mais favorável para a Meta do que permanecer exposta a um julgamento prolongado e imprevisível.

A companhia obtém aproximadamente 98% de sua receita com publicidade digital e, ao mesmo tempo, está realizando investimentos gigantescos em inteligência artificial.

A empresa prevê até US$ 145 bilhões em despesas de capital em 2026, principalmente relacionados à expansão de sua infraestrutura de IA.

Nesse contexto, eliminar uma grande incerteza jurídica pode facilitar o planejamento financeiro e a alocação de capital da companhia.

Julgamento trouxe depoimentos desfavoráveis

Apesar de negar as acusações, a Meta enfrentou momentos difíceis durante o julgamento.

Em 25 de agosto, Adam Mosseri, chefe do Instagram, afirmou que poucos adolescentes haviam utilizado uma importante ferramenta de limitação de uso antes que ela fosse ativada como padrão.

O depoimento foi utilizado pelos estados para sustentar o argumento de que algumas das ferramentas de segurança oferecidas pela empresa poderiam ter sido menos efetivas do que o anunciado.

Meta já enfrentou outras derrotas

O novo acordo ocorre após outras decisões desfavoráveis à companhia.

No início de 2026, um júri do Novo México determinou que a Meta pagasse US$ 375 milhões por violações relacionadas às leis de práticas desleais do estado.

Em outro processo, um juiz determinou o pagamento de US$ 567 milhões para um fundo de reparação relacionado a acusações de exploração sexual infantil.

A Meta afirmou que pretende recorrer dessas decisões.

Caso ainda precisa de aprovação judicial

O acordo de até US$ 16,68 bilhões ainda precisa ser aprovado por um tribunal federal para se tornar definitivo.

Também permanece em andamento um processo separado movido pelo estado do Tennessee, com acusações semelhantes relacionadas aos impactos das plataformas da Meta sobre crianças.

Ainda não está claro se esse processo seguirá o mesmo caminho ou chegará a julgamento.

Mercado acompanha impacto sobre os investimentos em IA

Para os investidores, um dos principais pontos de atenção será o impacto financeiro do acordo sobre os planos da Meta.

A companhia terá de indicar se considera o pagamento um encargo pontual ou se será necessário algum ajuste em seu agressivo plano de investimentos em inteligência artificial.

A aprovação rápida do acordo poderia reduzir ainda mais a incerteza jurídica e sustentar a reação positiva das ações.

Por outro lado, uma eventual rejeição ou alteração significativa dos termos pelo tribunal poderia reabrir as preocupações dos investidores e aumentar novamente a pressão sobre os papéis da companhia.

META, portanto, enfrenta um momento decisivo: transforma uma grande incerteza jurídica em um passivo conhecido, mas ainda precisa provar ao mercado que o acordo não comprometerá sua estratégia bilionária de expansão em inteligência artificial.

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