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28/09/2026

Ibovespa sofre com saída de estrangeiros e dólar ganha força; PPI dos EUA é destaque nesta quinta

Agosto 13, 2026
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Saída de capital estrangeiro, cenário fiscal e incertezas eleitorais pressionam o Ibovespa, enquanto investidores aguardam o PPI dos EUA.

O Ibovespa inicia esta quinta-feira (13) sob pressão após uma forte deterioração do fluxo de capital estrangeiro para a Bolsa brasileira. A saída de recursos, combinada às preocupações com o cenário fiscal e eleitoral, aumentou a cautela dos investidores e contribuiu para a recente sequência de quedas do principal índice acionário do país.

Na véspera, o Ibovespa recuou 2,5%, aos 167.874 pontos, atingindo o menor nível desde janeiro e registrando a sexta queda consecutiva. O movimento ocorreu em um dia marcado pelo vencimento de índice futuro e pelo exercício de opções, fatores que também contribuíram para a volatilidade.

Estrangeiros retiram R$ 5,55 bilhões da B3

Um dos principais sinais de alerta está no fluxo internacional. Somente na primeira semana de agosto, investidores estrangeiros retiraram aproximadamente R$ 5,55 bilhões da B3.

A movimentação representa uma mudança significativa em relação a julho, quando houve entrada de cerca de R$ 2,6 bilhões. No acumulado do primeiro semestre, os estrangeiros haviam colocado aproximadamente R$ 33,8 bilhões no mercado brasileiro.

A mudança de comportamento ocorre justamente em um momento de valorização das bolsas americanas, aumentando a competição por recursos entre os mercados emergentes e os ativos dos Estados Unidos.

Dólar avança com cenário brasileiro

O dólar comercial também ganhou força. Na quarta-feira, a moeda americana subiu 0,98%, encerrando o pregão a R$ 5,161.

Além do fluxo estrangeiro, investidores continuam monitorando as questões fiscais e políticas brasileiras. As incertezas relacionadas ao cenário eleitoral também aumentam a demanda por proteção cambial.

No mercado técnico, o dólar fechou próximo de R$ 5,18, região considerada importante para a definição do próximo movimento da moeda.

Suporte de 168 mil pontos vira referência para o Mini Índice

No mercado futuro, o Mini Ibovespa encerrou o último pregão próximo de 167.803 pontos.

A região dos 168 mil pontos passa a ser acompanhada de perto pelos traders. Uma perda consistente desse nível pode aumentar a pressão vendedora e abrir espaço para novas mínimas.

Por outro lado, uma recuperação da região de 168 mil pontos, acompanhada de melhora no fluxo comprador, poderia provocar um movimento de recuperação técnica.

O cenário, portanto, exige atenção principalmente nos primeiros movimentos do pregão, que podem apresentar elevada volatilidade.

PPI dos Estados Unidos pode definir o humor dos mercados

O principal evento da agenda econômica desta quinta-feira acontece às 9h30, quando serão divulgados os dados do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos referentes a julho, juntamente com os pedidos semanais de seguro-desemprego.

O indicador será importante para as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve.

Um PPI abaixo das expectativas pode reforçar a percepção de menor pressão inflacionária e favorecer apostas de uma política monetária mais branda nos Estados Unidos. Nesse cenário, ativos de risco e mercados emergentes podem encontrar algum alívio.

Já um resultado acima do esperado pode provocar o movimento contrário, com aumento dos rendimentos dos Treasuries e fortalecimento do dólar.

Bolsas americanas seguem sustentadas

No exterior, os mercados acionários americanos apresentaram desempenho relativamente positivo. O Nasdaq 100 avançou 0,74%, enquanto o S&P 500 subiu 0,26%.

Os índices reagiram aos dados de inflação ao consumidor dos Estados Unidos, que vieram dentro das expectativas e ajudaram a reduzir as preocupações com uma aceleração inflacionária capaz de pressionar o Federal Reserve.

Apesar disso, declarações de autoridades do Fed continuam sendo monitoradas. A presidente do Fed de Boston, Susan Collins, afirmou que poderia apoiar uma alta de juros em setembro caso a inflação continue pressionada pelo aumento dos custos de energia.

Petróleo e tensão no Estreito de Ormuz permanecem no radar

No mercado internacional de commodities, o petróleo permanece pressionado pela combinação entre os estoques americanos e as incertezas relacionadas ao conflito envolvendo Estados Unidos e Irã.

O Brent encerrou a sessão próximo de US$ 88,98, enquanto o WTI ficou em torno de US$ 83,27.

A situação no Estreito de Ormuz continua sendo acompanhada pelos investidores. A redução do tráfego de navios na região mantém o risco geopolítico elevado e pode provocar novas oscilações nos preços de energia.

Agenda econômica desta quinta-feira

Além do PPI americano, os investidores acompanham uma agenda carregada de indicadores.

No Brasil, às 9h, serão divulgadas as vendas no varejo referentes a junho. Nos Estados Unidos, além do PPI e dos pedidos de seguro-desemprego, o Tesouro realizará às 14h um leilão de títulos de 30 anos.

O Federal Reserve também divulgará seu balanço patrimonial às 17h30.

No exterior, estão previstos dados do PIB preliminar do Reino Unido, produção industrial britânica, novos empréstimos na China e produção industrial da zona do euro.

Mercado entra em sessão de cautela

Com o Ibovespa próximo de uma região técnica importante e o fluxo estrangeiro mostrando forte reversão, o mercado brasileiro entra nesta quinta-feira em um ambiente de maior cautela.

Para os traders, a região dos 168 mil pontos no Mini Índice e o comportamento do dólar próximo de R$ 5,18 estarão entre os principais pontos de observação.

O PPI dos Estados Unidos, às 9h30, deve ser o principal catalisador da volatilidade durante a manhã. O resultado pode definir se o mercado encontrará espaço para uma recuperação técnica ou se a pressão vendedora observada nos últimos pregões ganhará força.

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