Mercado volta do feriado atento ao petróleo, juros nos EUA, pesquisas eleitorais e aos níveis técnicos do Ibovespa e do dólar.
O mercado brasileiro retoma os negócios nesta terça-feira com atenção voltada ao petróleo próximo de US$ 100 por barril, às novas pesquisas eleitorais e ao cenário de juros nos Estados Unidos.
O Ibovespa encerrou a última sessão praticamente estável, aos 185.147 pontos, enquanto o dólar à vista fechou a sexta-feira em R$ 5,1274.
No exterior, o cenário foi misto: o Nasdaq 100 subiu 0,21%, enquanto o S&P 500 recuou 0,38% e o Dow Jones caiu 0,51%.
O petróleo Brent avançou 1,79%, aproximando-se dos US$ 100, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e aos riscos de interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz.
A alta da commodity aumenta as preocupações com a inflação mundial, especialmente após o payroll dos Estados Unidos registrar 162 mil novas vagas em agosto, acima das expectativas.
O dado reforçou as apostas de uma possível alta de 0,25 ponto percentual nos juros do Federal Reserve em setembro, pressionando os rendimentos dos Treasuries.
No cenário doméstico, as eleições de 2026 continuam entre os principais fatores de influência sobre os ativos brasileiros.
Pesquisa Quaest apontou empate de 41% entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Já levantamento BTG/Nexus mostrou 46% para Flávio e 45% para Lula, configurando empate técnico.
O cenário eleitoral tende a aumentar a volatilidade de ações, juros e câmbio à medida que novas pesquisas forem divulgadas.
No mercado futuro, o Mini Ibovespa encerrou o último pregão próximo de uma região de resistência, enquanto indicadores técnicos apontam risco elevado de correção no curto prazo.
O índice à vista permanece em região historicamente elevada, depois de uma forte sequência de valorização. O mercado agora monitora se o Ibovespa conseguirá sustentar o movimento comprador ou se haverá realização de lucros.
O dólar permanece preso em uma faixa técnica entre aproximadamente R$ 5,06 e R$ 5,23, sem uma direção clara.
A perda dos principais suportes pode aumentar a pressão vendedora sobre a moeda, enquanto um rompimento da resistência superior poderia sinalizar recuperação do dólar.
Apesar da forte alta do petróleo, a Petrobras terminou a última sessão em queda de 0,95%, mostrando desempenho contrário ao movimento da commodity.
A Vale, por outro lado, avançou 0,22%.
A Petrobras também permanece no radar devido ao avanço do licenciamento de poços na Margem Equatorial, enquanto investidores acompanham os impactos do petróleo e do cenário político sobre as empresas brasileiras.
Entre os principais eventos desta terça-feira estão o IGP-DI de agosto e o Boletim Focus no Brasil. Nos Estados Unidos, os mercados acompanham os dados semanais de emprego da ADP e o leilão de Treasuries de três anos.
No fim do dia, a China divulga os dados de inflação ao consumidor e ao produtor referentes a agosto.
Em resumo: o mercado brasileiro volta do feriado em um ambiente de maior cautela, com petróleo perto de US$ 100, juros americanos, pesquisas eleitorais e resistência técnica do Ibovespa no centro das atenções. O dólar continua sem tendência definida, enquanto Petrobras e Vale podem reagir de forma diferente ao movimento das commodities.
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