Paralisação chega ao oitavo dia; Tribunal determinou manutenção de 80% do efetivo em atividade para garantir serviços essenciais
Os Correios decidiram não dar continuidade às negociações com os representantes dos trabalhadores e agora aguardam a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), prevista para a próxima segunda-feira (21). A paralisação nacional chega ao oitavo dia.
As negociações vinham sendo conduzidas com a mediação do TST, mas a falta de consenso levou os representantes dos trabalhadores a manterem o movimento grevista.
O Tribunal já determinou que 80% dos funcionários permaneçam em atividade, com o objetivo de assegurar a continuidade dos serviços considerados essenciais durante a paralisação.
No pedido de dissídio coletivo apresentado ao TST, a direção dos Correios argumentou que a empresa precisa controlar despesas diante do processo de reestruturação financeira.
Segundo a estatal, aproximadamente 89% das receitas são destinadas ao pagamento de salários e benefícios. Na avaliação da empresa, a estrutura atual de custos dificulta a recuperação financeira.
A companhia também busca avançar em um plano de reestruturação que inclui medidas para reduzir despesas e melhorar sua situação financeira.
Entre os pontos que já tiveram algum nível de acordo está o reajuste salarial de 4,35%, correspondente ao INPC, com aplicação retroativa a 1º de agosto.
O principal impasse permanece relacionado às mudanças propostas pela empresa para o plano de saúde dos funcionários.
A direção dos Correios espera que a decisão do TST contribua para destravar as negociações e melhorar as condições para a obtenção de um empréstimo de R$ 7 bilhões junto a um grupo de bancos, com garantia da União.
Entre as medidas defendidas pela empresa estão alterações em benefícios e regras trabalhistas. As principais propostas incluem:
Segundo os Correios, a mudança no modelo do plano de saúde reduziria a exposição da empresa ao risco atuarial, que representa provisões próximas de R$ 600 milhões.
Com a greve ainda em andamento, a expectativa agora está concentrada na sessão do TST marcada para 21 de setembro.
A decisão poderá definir os próximos passos da paralisação e influenciar as negociações entre a estatal e os representantes dos trabalhadores.
Enquanto isso, os Correios seguem operando com o percentual mínimo de funcionários determinado pela Justiça, em meio ao processo de reestruturação financeira da empresa.
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