Dois dirigentes do Federal Reserve afirmaram que a inflação continua elevada e defenderam novos aumentos da taxa de juros para acelerar o retorno da inflação à meta de 2%.
Dois dirigentes do Federal Reserve (Fed) reforçaram nesta sexta-feira (31) a defesa de um novo aumento da taxa básica de juros dos Estados Unidos, argumentando que a inflação segue acima da meta de 2% e exige uma postura mais rígida da política monetária.
A presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, afirmou que a inflação permanece persistentemente elevada há mais de cinco anos e que não acredita em um retorno espontâneo ao objetivo do banco central. Segundo ela, juros mais altos ajudariam a reduzir a atividade econômica e aliviar as pressões inflacionárias, sem comprometer significativamente o mercado de trabalho.
Na mesma linha, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, defendeu que a autoridade monetária deveria ter elevado os juros já na última reunião. Para ele, uma sequência gradual de pequenos aumentos seria mais eficiente para evitar que a inflação se torne permanente na economia americana.
Os dois dirigentes integraram o grupo de três membros que votaram contra a decisão do Fed de manter a taxa de juros na faixa entre 3,50% e 3,75%. A votação terminou em 9 votos pela manutenção e 3 pela elevação dos juros.
O mercado continua apostando em uma alta na próxima reunião do Federal Reserve, marcada para setembro. A expectativa é sustentada pelos dados recentes de inflação, com o índice PCE, principal indicador monitorado pelo banco central, registrando alta anual de 3,7% em junho.
As declarações reforçam o debate sobre os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos e mantêm os investidores atentos aos indicadores econômicos que poderão influenciar a trajetória dos juros nos próximos meses.
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