O impulso fiscal chegou a 4,52% do PIB no segundo trimestre, segundo a FGV. Estudo aponta maior pressão sobre inflação, Selic e dívida pública.
O impulso fiscal no Brasil mais que dobrou no segundo trimestre de 2026, alcançando 4,52% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Monitor de Expansão Fiscal Ampliada (MEFA), da FGV.
De acordo com o estudo, o avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento das despesas financeiras do governo, elevando a injeção de recursos na economia.
A FGV informou que as despesas financeiras responderam por 3,29% do PIB no período, enquanto o restante do impulso veio dos chamados Restos a Pagar.
Segundo o economista Alexandre Manoel, o segundo trimestre apresentou uma política fiscal fortemente expansionista.
Na avaliação da FGV, o aumento do impulso fiscal ajuda a sustentar a atividade econômica, o emprego e a renda das famílias.
Por outro lado, o estudo alerta que a maior circulação de recursos pode dificultar a desaceleração da inflação, reduzir o espaço para cortes na Selic e aumentar a pressão sobre a dívida pública e os prêmios de risco do país.
Deixe um Comentário