Pesquisa mostra que 50% dos entrevistados acreditam que outro país pode interferir nas eleições brasileiras; entre esses, 32% consideram a possibilidade um problema.
Pesquisa do Datafolha aponta que 50% dos eleitores brasileiros acreditam existir possibilidade de interferência de outros países nas eleições de 2026. Outros 43% não veem essa possibilidade, enquanto 8% não souberam ou não responderam.
Entre os entrevistados que consideram possível uma interferência estrangeira, 32% avaliam que isso seria um problema, enquanto 18% dizem que não haveria problema.
A percepção sobre uma eventual interferência estrangeira varia de acordo com a preferência eleitoral.
Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 36% acreditam que existe risco de intervenção de outro país e consideram isso um problema. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), esse percentual é de 24%.
Por outro lado, 46% dos eleitores de Lula não acreditam na possibilidade de interferência estrangeira, enquanto o percentual chega a 39% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro.
Também há diferença na avaliação sobre a gravidade de uma eventual interferência. Entre os eleitores de Lula, 9% afirmam que não haveria problema. Entre os que pretendem votar em Flávio Bolsonaro, esse índice sobe para 32%.
O levantamento foi contratado pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Rede Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04496/2026.
Foram entrevistados 2.058 eleitores entre os dias 18 e 20 de agosto. As entrevistas foram realizadas em locais de fluxo populacional.
A pesquisa tem margem de erro máxima de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Os números mostram que a possibilidade de interferência estrangeira se tornou uma preocupação relevante no debate eleitoral brasileiro. Embora metade dos entrevistados veja algum risco, uma parcela menor — 32% do total da amostra — considera que essa eventual interferência representaria efetivamente um problema.
Os dados também revelam diferenças significativas entre grupos de eleitores, indicando que a percepção sobre interferência externa está relacionada ao posicionamento político dos entrevistados.
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