Carregando cotações…
Registre-se

28/09/2026

Boa Safra tem lucro líquido de R$ 2,7 mi no 2T, revertendo prejuízo do ano passado

Agosto 17, 2026
4Minuto lidos
1,2 mi Visualizações

Boa Safra reverte prejuízo e registra lucro de R$ 2,7 milhões no segundo trimestre, com forte avanço do Ebitda e crescimento da receita.

A Boa Safra registrou lucro líquido de R$ 2,7 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de R$ 2,7 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.

A companhia apresentou forte melhora nos principais indicadores operacionais, com crescimento da receita e avanço expressivo das margens.

A receita operacional líquida aumentou 23%, para R$ 124,7 milhões, enquanto o Ebitda ajustado saltou 504%, passando de R$ 4,6 milhões para R$ 27,7 milhões.

Com isso, a margem Ebitda ajustada avançou de 4% para 22%.

Lucro bruto cresce 83%

O lucro bruto da Boa Safra também apresentou forte evolução no trimestre.

O indicador subiu 83%, para R$ 69,7 milhões, enquanto a margem bruta avançou de 38% para 56%.

Segundo a companhia, o desempenho foi beneficiado pela combinação de custos mais favoráveis e pelo aumento da participação de negócios relacionados a culturas e serviços além das sementes de soja.

A diversificação tem ajudado a reduzir a forte sazonalidade tradicional do negócio.

“É um trimestre com lucro, um lucro pequeno, mas é lucro. Não é tão simples fazer lucro no primeiro e no segundo trimestre na nossa atividade”, afirmou Marino Colpo, CEO e cofundador da Boa Safra.

Segundo semestre concentra vendas

Apesar da melhora no segundo trimestre, o período mais importante para a companhia ainda está por vir.

A Boa Safra concentra grande parte de seu faturamento no segundo semestre, quando aumenta a entrega de sementes para o plantio da nova safra.

A carteira de pedidos terminou junho em R$ 1,804 bilhão, recorde para a companhia e alta de 4% em relação ao mesmo período de 2025.

Desse total, R$ 1,467 bilhão correspondia a sementes de soja, queda de 12% na comparação anual.

A redução foi compensada pelo crescimento das demais culturas e serviços.

Diversificação ganha espaço

As receitas provenientes de novas culturas, serviços e insumos cresceram 90% no segundo trimestre, na comparação anual.

A expansão desses negócios começa a reduzir a dependência da empresa em relação às vendas de sementes de soja e contribui para distribuir melhor os resultados ao longo do ano.

Segundo o CFO Felipe Marques, o crescimento das operações alternativas já começa a impactar positivamente tanto a receita quanto o resultado da companhia.

Empresa muda estratégia e prioriza margens

Após um período de expansão acelerada em 2025, a Boa Safra pretende adotar uma estratégia mais seletiva.

Segundo Marino Colpo, a empresa conquistou mais de dois pontos porcentuais de participação no mercado de sementes no ano passado, mas o avanço exigiu maior estrutura comercial, aquisição de clientes e concessão de descontos.

Para 2026, a prioridade passou a ser recuperar margens em vez de buscar crescimento a qualquer custo.

A companhia pretende preservar aproximadamente os 10% de participação conquistados no mercado de sementes de soja e atuar de forma mais seletiva comercialmente.

Concorrência menor favorece setor

A Boa Safra também identifica um ambiente de menor oferta no mercado de sementes.

Segundo Colpo, a crise de liquidez levou algumas empresas do setor a reduzir operações, enquanto problemas climáticos diminuíram a disponibilidade de sementes de maior qualidade.

O executivo afirmou ainda que a companhia tem percebido uma redução da concorrência e citou casos de recuperação judicial no segmento.

Geração de caixa melhora

A evolução operacional também apareceu no fluxo de caixa.

No primeiro semestre de 2026, o fluxo de caixa operacional ficou positivo em R$ 204 milhões, contra consumo de R$ 303 milhões no mesmo período de 2025.

A necessidade de capital de giro caiu de R$ 1,241 bilhão para R$ 769 milhões.

A companhia também reduziu antecipações a fornecedores e passou a negociar prazos mais próximos daqueles concedidos aos clientes.

Dívida líquida recua

A dívida líquida consolidada terminou junho em R$ 619,8 milhões, queda de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Enquanto isso, o caixa e as aplicações financeiras cresceram para R$ 1,31 bilhão.

Os números indicam uma melhora relevante na estrutura financeira da companhia, acompanhada pela recuperação das margens e pela expansão dos negócios além das sementes de soja.

Com o segundo semestre concentrando a maior parte das vendas, o desempenho dos próximos trimestres será fundamental para determinar se a recuperação observada no primeiro semestre ganhará força ao longo de 2026.

Deixe um Comentário
Invista com quem entende do mercado Estratégia de investimentos sob medida para os seus objetivos. Fale com um assessor ›
Invista com quem entende do mercado Estratégia de investimentos sob medida para os seus objetivos. Fale com um assessor ›
Invista com quem entende do mercado Estratégia de investimentos sob medida para os seus objetivos. Fale com um assessor ›
Invista com quem entende do mercado Estratégia de investimentos sob medida para os seus objetivos. Fale com um assessor ›