O UBS elevou as projeções para o comércio exterior da China em 2026, destacando que a inteligência artificial foi responsável por grande parte do crescimento das exportações e importações no primeiro semestre.
O UBS revisou para cima suas estimativas para o comércio da China em 2026 após um primeiro semestre acima das expectativas. Segundo o banco, o principal fator por trás desse desempenho foi a expansão das atividades ligadas à inteligência artificial (IA), que impulsionaram tanto as exportações quanto as importações do país.
A instituição avalia que o setor de IA respondeu por quase metade do crescimento do comércio exterior chinês nos primeiros seis meses do ano, consolidando-se como um dos principais motores da economia.
De acordo com o UBS, as exportações chinesas cresceram 18% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto as importações avançaram 26%.
O banco destaca que o aumento foi impulsionado principalmente pela valorização dos preços e pela comercialização de produtos de maior valor agregado, em um contexto de oferta limitada para tecnologias relacionadas à inteligência artificial.
Grande parte desse comércio ocorreu entre a China e países vizinhos da Ásia, fortalecendo as cadeias produtivas da região.
Segundo o relatório, equipamentos e componentes voltados à inteligência artificial foram responsáveis por parcela significativa do crescimento observado no comércio exterior chinês.
Além do aumento da demanda, a atualização tecnológica e o lançamento de novos produtos contribuíram para elevar os preços e ampliar a receita das exportações.
Para o UBS, a IA continuará sendo um dos principais vetores de crescimento da economia chinesa nos próximos anos.
Mesmo excluindo os produtos ligados à inteligência artificial, as exportações chinesas registraram crescimento de 11% no primeiro semestre.
O desempenho foi sustentado principalmente pelos chamados produtos verdes, como:
Em contrapartida, os bens de consumo apresentaram crescimento mais moderado.
Nas importações, os produtos não relacionados à IA cresceram 19%, impulsionados principalmente pela valorização de commodities como petróleo, ouro e outras matérias-primas.
O UBS acredita, porém, que esse efeito deverá perder força ao longo do segundo semestre com a desaceleração dos preços internacionais das commodities.
Com base no desempenho observado até agora, o banco elevou suas estimativas para o comércio exterior da China.
A expectativa é de que:
Segundo a instituição, o fortalecimento das exportações ligadas à inteligência artificial continuará estimulando a demanda por componentes e insumos importados.
Apesar da revisão positiva para o comércio exterior, o UBS estima que as exportações líquidas deverão contribuir com 0,8 ponto percentual para o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) chinês em 2026, abaixo dos 1,6 ponto percentual registrados em 2025.
O banco também observa que os preços das exportações voltaram a subir após três anos consecutivos de queda, enquanto os preços das importações avançam em ritmo ainda mais acelerado, pressionando os termos de troca da economia chinesa.
No mercado cambial, o renminbi segue relativamente estável, com o Banco Popular da China permitindo uma valorização gradual da moeda frente ao dólar, refletindo a melhora das condições comerciais do país.
Deixe um Comentário