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28/09/2026

Recife, Fortaleza e cidades médias ampliam disputa por novos lançamentos imobiliários

Agosto 12, 2026
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Índice de Demanda Imobiliária mostra avanço de Recife, Fortaleza e cidades médias no ranking de atratividade para novos empreendimentos no segundo trimestre de 2026.

O mercado imobiliário brasileiro começa a apresentar uma distribuição mais ampla das oportunidades para novos empreendimentos. Além das capitais tradicionalmente dominantes, cidades médias e mercados regionais vêm ganhando espaço na disputa por investimentos de incorporadoras.

Os dados fazem parte da segunda edição do Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), referente ao segundo trimestre de 2026. O levantamento avalia 84 cidades brasileiras a partir de fatores como demanda por imóveis, desempenho econômico, velocidade de vendas e comportamento dos lançamentos.

Entre os principais destaques estão Fortaleza e Recife, que avançaram simultaneamente em diferentes faixas do mercado imobiliário.

Fortaleza mantém liderança no segmento econômico

Fortaleza manteve a primeira colocação nacional no segmento econômico pelo quarto trimestre consecutivo.

A capital cearense também apresentou evolução em outras categorias. No segmento de alto padrão, subiu da sexta para a terceira posição, enquanto permaneceu entre os principais mercados de médio padrão.

Segundo os responsáveis pelo levantamento, o desempenho está relacionado à diversificação da economia local, com destaque para setores como tecnologia, infraestrutura digital, data centers, energias renováveis e hidrogênio verde.

A expansão dessas atividades contribui para a geração de empregos qualificados e aumento da renda, fatores que podem estimular a demanda por imóveis.

Recife registra avanços em três segmentos

Recife apresentou um dos movimentos mais expressivos do trimestre.

A capital pernambucana passou da 9ª para a 5ª posição no segmento econômico. No médio padrão, avançou da 15ª para a 4ª colocação, enquanto no alto padrão subiu da 14ª para a 7ª posição.

Os motores do crescimento, entretanto, variaram de acordo com cada segmento.

No mercado econômico, a evolução foi associada ao aumento da procura ativa por imóveis. No médio padrão, a aceleração das vendas de lançamentos com mais de 12 meses teve papel importante. Já no alto padrão, o avanço voltou a ser sustentado pela demanda direta.

Maceió também ganha destaque

Outro movimento relevante ocorreu em Maceió.

A cidade saltou da 65ª para a 43ª posição no ranking de alto padrão. O avanço foi relacionado principalmente à melhora na velocidade de vendas de imóveis que já estavam disponíveis no mercado.

Para especialistas envolvidos no estudo, os resultados mostram que não existe um único movimento de crescimento no Nordeste. Cada mercado apresenta características próprias e diferentes fatores de sustentação da demanda.

Cidades médias entram no radar

O avanço não ficou restrito às capitais.

Petrolina ganhou 31 posições no ranking de médio padrão, enquanto Sinop também avançou 31 posições no segmento econômico.

No alto padrão, Niterói apresentou um dos maiores saltos do trimestre, passando da 70ª para a 23ª colocação.

Barueri também manteve trajetória de avanço, impulsionada pelo desempenho comercial de empreendimentos com maior tempo de mercado.

Segundo os responsáveis pelo índice, esses movimentos não significam necessariamente uma migração generalizada dos compradores para cidades menores. O cenário aponta, principalmente, para o fortalecimento de mercados regionais que apresentam diferentes motores de crescimento.

São Paulo e Brasília seguem entre os líderes

Apesar das mudanças observadas em diversas cidades, os principais líderes nacionais permaneceram relativamente estáveis.

Fortaleza continuou na primeira posição do segmento econômico. São Paulo manteve a liderança no médio padrão pelo terceiro trimestre consecutivo, enquanto Brasília permaneceu no topo do ranking de alto padrão.

A estabilidade desses mercados indica a continuidade de fundamentos considerados sólidos em termos de demanda, renda e absorção de novos empreendimentos.

Oferta cresce mais que as vendas

O movimento ocorre em um momento de atenção para o equilíbrio entre oferta e demanda.

Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) citados no levantamento mostram que, entre o quarto trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025, os lançamentos cresceram 6,4%, enquanto as vendas avançaram 1,9%.

No mesmo intervalo, a oferta disponível de imóveis aumentou 8%.

Esse cenário aumenta a necessidade de precisão por parte das incorporadoras na escolha dos locais e dos públicos para novos projetos.

Não basta ampliar o número de lançamentos. As empresas precisam identificar onde existe demanda efetiva, qual faixa de renda apresenta maior potencial e quais características os consumidores procuram.

Mercado imobiliário fica mais descentralizado

Os resultados do segundo trimestre reforçam a percepção de que o mercado imobiliário brasileiro está se tornando mais diversificado geograficamente.

Fortaleza e Recife ganharam posições em diferentes faixas de renda, enquanto cidades como Petrolina, Sinop, Niterói e Barueri também apresentaram avanços relevantes.

O movimento não elimina a força dos grandes centros, mas amplia o número de cidades que podem entrar no radar das incorporadoras.

Para o setor, o desafio passa a ser identificar com maior precisão os mercados onde a combinação entre renda, demanda, velocidade de vendas e oferta disponível pode sustentar novos empreendimentos.

Em um ambiente de oferta crescente, essa capacidade de selecionar mercados e adequar produtos ao perfil de cada região pode se tornar cada vez mais importante para o desempenho das empresas do setor imobiliário.

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