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28/09/2026

Petróleo recua após forte alta com alerta da AIE sobre demanda

Setembro 11, 2026
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Brent cai mais de 3% após atingir US$ 108, enquanto a Agência Internacional de Energia alerta para uma forte contração da demanda global por petróleo em 2026.

Os preços do petróleo recuaram nesta sexta-feira (11), devolvendo parte dos fortes ganhos registrados ao longo da semana. O movimento ocorre após a Agência Internacional de Energia (AIE) sinalizar uma deterioração nas perspectivas para o consumo global da commodity.

Às 8h40, pelo horário de Brasília, o petróleo Brent recuava 3,58%, negociado a US$ 103,78 por barril. Já o WTI caía 2,17%, para US$ 99,23.

Apesar da queda do dia, o Brent ainda caminhava para registrar sua maior valorização semanal desde julho.

AIE alerta para queda da demanda

A AIE afirmou que 2026 deverá registrar a maior contração da demanda global por petróleo desde a pandemia.

Segundo a agência, o aumento dos preços dos combustíveis e a redução da oferta estão pressionando o consumo mundial. A perspectiva adiciona um fator baixista ao mercado em um momento de forte volatilidade provocada pelas tensões geopolíticas.

O alerta ocorre depois que o Brent chegou a aproximadamente US$ 108 por barril na quinta-feira, enquanto o WTI superou os US$ 104.

Conflitos no Oriente Médio mantêm pressão sobre preços

Apesar do enfraquecimento da demanda, os riscos de interrupção da oferta continuam sustentando os preços do petróleo.

Os houthis, grupo apoiado pelo Irã, avançaram em direção a áreas costeiras próximas ao estratégico Estreito de Bab al-Mandeb, importante rota para o transporte marítimo entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico.

Nas últimas semanas, os conflitos na região se intensificaram. Ataques contra instalações de energia na Arábia Saudita provocaram paralisações em algumas operações, enquanto ações dos Estados Unidos contra petroleiros iranianos também aumentaram as preocupações com a oferta.

Ao mesmo tempo, o aumento recente das compras de petróleo bruto pela China contribuiu para apertar o mercado global.

Estreitos estratégicos entram no radar

O Estreito de Ormuz também continua sendo um dos principais pontos de atenção para o mercado.

Parte das exportações de petróleo segue atravessando a região, mas navios-tanque enfrentam riscos de ataques e alguns utilizam seus transponders desligados para dificultar sua identificação.

Relatos de embarcações atingidas por projéteis nas proximidades de Omã reforçaram as preocupações sobre a segurança da navegação e o risco de novos problemas no transporte internacional de petróleo.

Mercado acompanha equilíbrio entre oferta e demanda

O cenário para o petróleo permanece dividido entre dois vetores.

De um lado, a redução da demanda global e os preços elevados podem limitar novas altas. De outro, a possibilidade de interrupções na produção e no transporte de petróleo no Oriente Médio mantém elevado o prêmio de risco da commodity.

Para os próximos dias, investidores devem acompanhar principalmente a evolução dos conflitos na região, o fluxo de petróleo pelos principais estreitos marítimos e novos dados sobre a demanda global.

A combinação entre tensões geopolíticas e enfraquecimento do consumo deve continuar determinando a direção dos preços do Brent e do WTI no curto prazo.

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