Ouro à vista cai cerca de 1%, para US$ 4.369,82 por onça, enquanto juros dos títulos americanos e preocupações com a inflação pressionam as ações do setor
As ações de mineradoras de ouro recuaram nesta terça-feira (18), acompanhando a queda do metal precioso no mercado internacional. O movimento ocorreu em meio à alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e ao aumento das preocupações com a inflação.
O ouro à vista recuou cerca de 1%, para US$ 4.369,82 por onça, enquanto o contrato futuro do ouro também operava em baixa. O XAU/USD registrava queda de aproximadamente 1,27%, a US$ 4.360,50.
A alta dos rendimentos dos Treasuries aumentou a pressão sobre o ouro, um ativo que não oferece rendimento.
O movimento ganhou força diante da valorização dos preços de energia e das preocupações com a inflação. As tensões entre Estados Unidos e Irã contribuíram para elevar os preços do petróleo e aumentaram os temores de novos impactos inflacionários.
Segundo Peter Grant, vice-presidente e estrategista sênior de metais da Zaner Metals, a inclinação da curva de juros representa um obstáculo para o ouro, enquanto preços mais firmes do petróleo também contribuem para a fraqueza do metal.
A retração do ouro se refletiu nas principais empresas do setor.
Entre as maiores produtoras, a Barrick Mining recuou cerca de 1,1%, enquanto a Newmont caiu aproximadamente 2,8%.
Entre as mineradoras sul-africanas, a Gold Fields perdeu cerca de 1%, a AngloGold Ashanti recuou 1,15% e a Harmony Gold caiu 2,8%.
No Canadá, a Agnico Eagle Mines registrou baixa de aproximadamente 0,6%, enquanto a Kinross Gold recuou 1,8%.
O desempenho das mineradoras permanece diretamente ligado ao comportamento do ouro, já que preços mais elevados do metal tendem a beneficiar as receitas das produtoras, enquanto quedas podem reduzir as perspectivas de rentabilidade.
Ao mesmo tempo, a trajetória dos juros americanos continua sendo um dos principais fatores para o mercado de metais preciosos. Rendimentos mais elevados aumentam a atratividade relativa de ativos de renda fixa e podem reduzir a demanda por ativos que não geram fluxo de renda, como o ouro.
Para os investidores, o mercado segue atento principalmente à combinação entre inflação, petróleo, juros dos Treasuries e tensões geopolíticas, fatores que podem determinar a direção do ouro e, consequentemente, das ações das minera
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