A Justiça dos Estados Unidos autorizou que atuais e ex-executivos do LinkedIn sejam interrogados em uma ação que acusa a plataforma de manter um monopólio ilegal no mercado de redes sociais profissionais.
A Justiça dos Estados Unidos autorizou que atuais e ex-executivos do LinkedIn sejam interrogados em um processo que acusa a plataforma de manter um monopólio ilegal no mercado de redes sociais profissionais.
A decisão foi tomada pela juíza federal Laurel Beeler, de San Francisco, que permitiu o depoimento do atual presidente-executivo do LinkedIn, Daniel Shapero, por até quatro horas, e do cofundador e ex-CEO Reid Hoffman, por até três horas.
A ação foi apresentada em 2022 e acusa o LinkedIn de controlar mais de 97% do mercado de redes sociais profissionais, utilizando essa posição dominante para cobrar preços considerados excessivos pelas assinaturas premium.
Segundo os autores do processo, a empresa teria violado as leis antitruste ao limitar a concorrência no segmento.
A empresa negou as alegações e argumentou que os executivos não possuíam informações exclusivas que justificassem seus depoimentos.
O LinkedIn também afirmou que as acusações são infundadas e sustentou que novas provas não alterariam o mérito do caso.
Apesar da defesa, a juíza concluiu que os autores cumpriram os requisitos legais para interrogar altos executivos da companhia.
Em 2025, o LinkedIn chegou a propor um acordo para encerrar o processo.
No entanto, o juiz federal Haywood Gilliam Jr. rejeitou a proposta por entender que ela não previa qualquer compensação financeira aos usuários afetados, apesar de exigir mudanças em determinadas práticas comerciais da plataforma.
Embora o LinkedIn pertença à Microsoft desde sua aquisição por US$ 26,2 bilhões em 2016, a gigante de tecnologia não integra o processo como ré.
Atualmente, a plataforma reúne mais de 1,3 bilhão de usuários em todo o mundo.
O tribunal ainda deverá decidir se a ação poderá seguir como um processo coletivo, hipótese que, segundo os autores, poderá representar centenas de milhares de usuários potencialmente afetados.
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