JPMorgan Chase e Amazon anunciaram uma parceria em pesquisa para desenvolver soluções de computação quântica voltadas ao mercado financeiro. Os estudos mostram avanços na otimização de carteiras, redução do uso de qubits e maior eficiência em problemas complexos.
O JPMorgan Chase e o Amazon Advanced Solutions Lab anunciaram uma parceria de pesquisa para desenvolver tecnologias de computação quântica voltadas à resolução de problemas complexos no setor financeiro.
A colaboração resultou na publicação de três artigos científicos, que apresentam novas ferramentas para otimizar processos financeiros utilizando computadores quânticos de curto prazo em conjunto com sistemas tradicionais.
Um dos estudos desenvolveu um método para otimizar o rebalanceamento de carteiras de investimento.
Os pesquisadores criaram um pipeline capaz de reduzir em aproximadamente 80% o tamanho dos problemas de otimização sem comprometer a qualidade dos resultados.
Segundo os testes, a solução permitiu reduzir em até três vezes o tempo necessário para processar carteiras com até 1.500 variáveis, aumentando significativamente a eficiência computacional.
Outro avanço apresentado foi um novo kit de ferramentas para compilação quântica voltado ao problema do Conjunto Independente Máximo, um desafio clássico da ciência da computação.
A nova abordagem reduziu drasticamente a quantidade de qubits necessários para resolver grafos complexos.
Como exemplo, um conjunto de dados com cerca de 2.700 nós, que anteriormente exigia aproximadamente 29 milhões de qubits, passou a demandar apenas dezenas de qubits, tornando o processamento muito mais viável com a tecnologia atual.
O terceiro estudo apresentou o qReduMIS, um algoritmo híbrido que combina computação clássica com computação quântica.
Nesse modelo, os computadores quânticos atuam como coprocessadores, auxiliando na resolução de problemas altamente complexos.
Os testes realizados no dispositivo Aquila, da empresa QuEra, disponível por meio da plataforma Amazon Braket, alcançaram taxas médias de sucesso superiores a 89% em desafios de alta complexidade.
Os experimentos utilizaram sistemas com até 231 qubits, baseados em átomos neutros da tecnologia Rydberg, considerada uma das arquiteturas mais promissoras da computação quântica.
Embora a tecnologia ainda esteja em desenvolvimento, a parceria demonstra o crescente interesse do setor financeiro em utilizar computadores quânticos para acelerar cálculos, otimizar carteiras de investimentos, gerenciamento de riscos e outras aplicações que exigem grande capacidade computacional.
A iniciativa reforça a aposta de grandes empresas de tecnologia e instituições financeiras na computação quântica como uma das próximas fronteiras da inovação para o mercado financeiro.
Deixe um Comentário