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28/09/2026

Futuros do TSX sobem após Trump suspender temporariamente novas tarifas sobre o Canadá

Agosto 19, 2026
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Investidores acompanham a pausa de três dias nas tarifas americanas sobre produtos canadenses, enquanto petróleo, juros dos Treasuries e tensões no Oriente Médio continuam pressionando os mercados.

Os futuros do principal índice acionário do Canadá operavam em leve alta nesta quarta-feira (19), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma suspensão temporária de três dias para novas tarifas sobre produtos canadenses.

Às 8h37, pelo horário de Brasília, o contrato futuro do S&P/TSX 60 avançava cerca de 0,1%, enquanto os investidores avaliavam a possibilidade de um novo acordo comercial entre os dois países.

Na sessão anterior, o S&P/TSX Composite havia recuado 0,8%, para 36.367,93 pontos, atingindo o menor nível de fechamento desde 6 de agosto.

Trump abre espaço para negociação

Poucas horas antes do prazo para entrada em vigor das novas tarifas, Trump afirmou que Estados Unidos e Canadá haviam chegado a um “acordo”, embora ainda dependente da conclusão da documentação.

A medida suspende temporariamente uma tarifa planejada de 50% sobre uma série de produtos canadenses.

A ameaça tarifária havia sido anunciada em julho e poderia atingir aproximadamente US$ 20 bilhões em produtos, incluindo vinho, móveis, equipamentos de pesca e tacos de hóquei.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos informou que as negociações devem envolver maior acesso de produtos americanos ao mercado canadense e alinhamento em questões relacionadas ao comércio digital.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que houve progresso nas conversas, mas ressaltou que ainda existe trabalho importante a ser realizado.

Bolsas americanas operam sem direção definida

Nos Estados Unidos, os futuros dos principais índices apresentavam comportamento misto.

Por volta das 8h47, os futuros do Dow Jones subiam aproximadamente 0,1%, enquanto os futuros do S&P 500 permaneciam próximos da estabilidade. Já os futuros do Nasdaq 100 recuavam cerca de 0,2%.

Na sessão anterior, os principais índices americanos fecharam em queda.

O S&P 500 caiu 0,7%, o Dow Jones recuou 0,2% e o Nasdaq Composite perdeu 1,3%, registrando sua maior queda desde 29 de julho.

O movimento negativo foi especialmente forte entre empresas de tecnologia e semicondutores.

O índice de semicondutores da Filadélfia caiu aproximadamente 5%, enquanto a Nvidia recuou 2,3% e a Micron Technology despencou cerca de 7%.

Investidores questionam gastos com inteligência artificial

A queda das empresas de tecnologia ocorreu em meio à realização de lucros e às preocupações relacionadas ao enorme volume de investimentos necessários para sustentar o atual ciclo de expansão da inteligência artificial.

Um dos principais pontos de atenção é o financiamento da infraestrutura necessária para a IA, especialmente os grandes data centers e sistemas computacionais de alta capacidade.

Ao mesmo tempo, a elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano aumenta a taxa de desconto utilizada pelos investidores para avaliar lucros futuros, o que tende a exercer pressão especialmente sobre ações de crescimento.

Petróleo e tensão no Oriente Médio continuam no radar

O mercado também permanece atento à situação no Oriente Médio.

Os preços do petróleo Brent avançaram novamente, superando US$ 91 por barril, aumentando as preocupações com possíveis impactos sobre a inflação global.

O ouro também registrava alta, beneficiado pela combinação de um dólar americano mais fraco e pela queda dos rendimentos dos Treasuries.

O Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de atenção. A região é uma rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás natural liquefeito.

Trump afirmou que o estreito estaria aberto e em operação, enquanto autoridades iranianas mantiveram uma posição diferente sobre as condições necessárias para sua reabertura.

Mercado aguarda ata do Federal Reserve

Outro foco dos investidores nesta quarta-feira é a divulgação da ata da reunião de julho do Federal Reserve.

O documento poderá fornecer novas pistas sobre a trajetória da política monetária americana, especialmente depois de três presidentes regionais do Fed terem discordado da decisão de manter as taxas de juros inalteradas.

O mercado continua acompanhando de perto a combinação entre inflação, juros, déficit fiscal e endividamento americano, fatores que podem influenciar diretamente a precificação de ações e títulos.

Empresas movimentam o pré-mercado

No ambiente corporativo, a Lowe's reduziu sua projeção de vendas para o ano, após indicar dificuldades relacionadas ao ritmo mais lento dos grandes projetos de reforma.

Já a Target elevou novamente sua meta anual de vendas, pelo segundo trimestre consecutivo, em meio ao processo de recuperação da companhia sob o novo CEO, Michael Fiddelke.

Apesar da revisão positiva, as ações da varejista recuavam no mercado, com analistas avaliando que as expectativas já estavam bastante elevadas após uma valorização superior a 50% no ano.

O mercado canadense, portanto, inicia a sessão influenciado por uma combinação de fatores: a pausa nas tarifas de Trump, as negociações comerciais entre Washington e Ottawa, a pressão sobre empresas de tecnologia, os preços do petróleo e as expectativas em torno dos próximos passos do Federal Reserve.

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