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28/09/2026

Fleury dispara e entra em sobrecompra, enquanto Marcopolo segue pressionada na Bolsa

Agosto 10, 2026
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FLRY3 acumula forte alta e chega à região de sobrecompra, enquanto POMO4 permanece em sobrevenda e mantém tendência de baixa.

A Fleury (FLRY3) e a Marcopolo (POMO4) apresentam atualmente cenários técnicos bastante distintos na Bolsa brasileira. Enquanto a Fleury ganhou força após seu balanço e passou a operar em uma região considerada de sobrecompra, a Marcopolo continua pressionada pela tendência de baixa e aparece em uma faixa de sobrevenda.

O movimento é identificado pelo Índice de Força Relativa (IFR), indicador utilizado na análise técnica para medir a intensidade dos movimentos de alta e baixa de uma ação.

No caso da Fleury, o IFR chegou a 79,37 pontos, acima do nível de 70, tradicionalmente considerado como região de sobrecompra. Já a Marcopolo apresenta IFR de aproximadamente 23,35 pontos, abaixo da marca de 30, caracterizando uma região de sobrevenda.

Fleury ganha força após forte valorização

As ações da Fleury encerraram a última sessão cotadas a R$ 18,96, depois de registrarem uma forte alta de 9,73%.

Com o avanço, FLRY3 acumula valorização de 26,66% em 2026. Considerando os últimos 12 meses, a alta chega a 39,91%.

Na análise gráfica diária, o cenário permanece positivo no curto prazo. As ações seguem acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando predominância da força compradora.

Entretanto, a forte valorização recente também deixou o ativo mais distante dessas médias. O IFR de 79,37 pontos reforça a percepção de que a ação está em uma região de forte pressão compradora.

Uma leitura de sobrecompra não significa necessariamente que a ação irá cair. Em tendências fortes de alta, o indicador pode permanecer acima de 70 por algum tempo.

Ainda assim, o cenário aumenta a possibilidade de realização de lucros ou consolidação no curto prazo.

Resistência de R$ 19,73 é ponto de atenção

Para a continuidade do movimento de alta, um dos principais níveis a ser observado pelos investidores é a resistência de R$ 19,73.

Caso o papel consiga superar essa região com força, o movimento comprador poderá ganhar continuidade e abrir caminho para novas máximas.

As próximas resistências estão em R$ 20,40, R$ 20,95, R$ 21,37 e R$ 23,05.

Por outro lado, uma perda das regiões de suporte pode indicar uma correção mais intensa após a forte valorização recente.

Os principais suportes estão em R$ 18,43, R$ 17,67, R$ 16,73, R$ 15,90 e R$ 15,35.

Marcopolo permanece em tendência de baixa

A situação da Marcopolo (POMO4) é praticamente oposta.

As ações fecharam a última sessão a R$ 4,52, com queda de 0,66%.

Em 2026, o papel acumula uma desvalorização de 23,46%. Nos últimos 12 meses, a queda chega a 36,27%.

A análise técnica mostra que as ações permanecem abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que mantém o viés baixista.

O IFR de 23,35 pontos coloca POMO4 em uma região de sobrevenda.

Assim como ocorre com a sobrecompra, a sobrevenda não representa, por si só, uma confirmação de reversão. O indicador mostra que a pressão vendedora foi intensa, mas o ativo ainda pode continuar caindo.

Por outro lado, a condição de sobrevenda pode favorecer repiques técnicos ou movimentos de recuperação caso surja força compradora.

POMO4 precisa superar R$ 5 para melhorar cenário

Para que a Marcopolo apresente uma melhora mais consistente em sua estrutura gráfica, o mercado deve acompanhar a recuperação da região entre R$ 5,00 e R$ 5,42.

Uma superação dessas resistências poderia reduzir a pressão vendedora e aumentar as chances de recuperação do ativo.

As próximas resistências estão em R$ 5,86, R$ 6,09 e R$ 6,35.

Na parte inferior, o suporte imediato está em R$ 4,49. Caso esse nível seja perdido, o movimento de baixa poderá ganhar intensidade.

Os próximos suportes estão em R$ 4,30, R$ 4,00, R$ 3,85 e R$ 3,50.

Outros papéis também estão em regiões extremas

A leitura do IFR também mostra outros papéis do Ibovespa em regiões consideradas de sobrecompra ou sobrevenda.

Entre as ações em sobrecompra estão:

  1. Embraer (EMBJ3)
  2. Raia Drogasil (RADL3)
  3. Totvs (TOTS3)
  4. Santander (SANB11)

Na outra ponta, entre os papéis em sobrevenda, aparecem:

  1. TIM (TIMS3)
  2. Telefônica Brasil (VIVT3)
  3. Usiminas (USIM5)
  4. Lojas Renner (LREN3)

Esses níveis podem ajudar investidores e traders a identificar ativos que tiveram movimentos recentes mais intensos, mas o IFR não deve ser utilizado isoladamente para tomar decisões de investimento.

O que o IFR indica para as ações?

O Índice de Força Relativa (IFR) varia de 0 a 100 e busca medir a intensidade dos movimentos recentes de preço.

De maneira geral:

  1. IFR acima de 70: região de sobrecompra;
  2. IFR abaixo de 30: região de sobrevenda;
  3. IFR entre 30 e 70: região considerada intermediária.

Na prática, um IFR elevado pode indicar que uma ação teve uma valorização forte em um determinado período, enquanto um IFR baixo demonstra maior intensidade da pressão vendedora.

Porém, uma ação em sobrecompra pode continuar subindo, assim como uma ação em sobrevenda pode continuar caindo. Por isso, o indicador precisa ser combinado com tendência, médias móveis, suportes, resistências e volume.

Fleury x Marcopolo: cenários opostos

Os dois papéis representam situações técnicas bastante diferentes.

A Fleury apresenta tendência positiva no curto prazo, forte valorização acumulada e negociação acima das principais médias móveis, mas o IFR elevado indica que o movimento recente está bastante esticado.

Já a Marcopolo permanece em uma estrutura de baixa, com as cotações abaixo das médias móveis e forte desvalorização acumulada. O IFR em sobrevenda pode abrir espaço para um repique, mas ainda não representa uma confirmação de reversão.

Assim, enquanto FLRY3 exige atenção para possíveis realizações após a forte alta, POMO4 pode entrar no radar de investidores que acompanham movimentos de recuperação, desde que surjam sinais técnicos de mudança de tendência.

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