Dólar à vista recua na abertura desta sexta-feira, mas acumula alta na semana após quatro sessões consecutivas de valorização ante o real.
O dólar à vista abriu em baixa nesta sexta-feira (14), mas ainda caminha para encerrar a semana em alta diante do real. Às 9h05, a moeda americana recuava 0,26%, a R$ 5,179 na venda.
No mercado futuro, o contrato de dólar com vencimento em setembro, atualmente o mais líquido negociado na B3, registrava queda de 0,11%, a R$ 5,196.
Apesar da queda registrada na abertura desta sexta, o dólar chega ao último pregão da semana após quatro sessões consecutivas de valorização frente ao real.
Na quinta-feira (13), a moeda americana avançou em meio à redução das posições de investidores estrangeiros em ativos brasileiros, movimento que contribuiu para aumentar a pressão sobre o câmbio.
O desempenho da moeda ao longo da semana também foi influenciado por fatores externos e pelo cenário político brasileiro.
Nesta sexta-feira, os investidores monitoram novos indicadores econômicos dos Estados Unidos, que podem influenciar as expectativas para a política monetária do Federal Reserve (Fed).
Dados sobre a atividade econômica, inflação e mercado de trabalho são acompanhados de perto pelo mercado cambial, uma vez que podem alterar as perspectivas para os juros americanos e, consequentemente, o fluxo de capital entre mercados.
No Brasil, uma nova pesquisa eleitoral também está entre os principais fatores acompanhados pelos investidores.
O cenário político ganhou maior peso sobre o câmbio nesta semana após pesquisas reforçarem o favoritismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial.
Na terça-feira, o movimento de alta do dólar também ganhou força após o JPMorgan reduzir sua recomendação para o Brasil, aumentando a cautela entre investidores estrangeiros.
Dólar comercial:
Mesmo com a queda na abertura, o desempenho acumulado na semana mantém a moeda americana no caminho para uma valorização semanal.
Para os próximos movimentos, investidores devem acompanhar principalmente os indicadores econômicos dos Estados Unidos, o fluxo estrangeiro para ativos brasileiros e a evolução do cenário eleitoral doméstico.
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