As ações da CSN caíram mais de 8% após a divulgação da prévia operacional do segundo trimestre de 2026. Apesar do EBITDA acima das expectativas, o aumento da dívida líquida e a deterioração da geração de caixa elevaram a preocupação dos investidores.
As ações da CSN (CSNA3) registraram forte queda nesta segunda-feira (3), chegando a recuar mais de 8% durante o pregão da B3. O movimento ocorreu após a divulgação da prévia operacional do segundo trimestre de 2026 (2T26), que trouxe números operacionais levemente acima das expectativas, mas aumentou as preocupações do mercado com a situação financeira da companhia.
Os investidores reagiram negativamente ao crescimento da dívida líquida e à piora na geração de caixa, fatores que passaram a dominar a percepção sobre a empresa.
Segundo análise do Goldman Sachs, o EBITDA implícito da CSN ficou cerca de 3% acima da média das projeções do mercado.
Entretanto, a geração de caixa decepcionou os analistas.
A dívida líquida da companhia aumentou R$ 3,5 bilhões no trimestre, valor muito superior à estimativa do banco, que previa alta de aproximadamente R$ 1,2 bilhão.
Na avaliação do Goldman Sachs, a CSN continua enfrentando um cenário desafiador, marcado por:
O banco estima que, mantidas as condições atuais do mercado, a companhia poderá consumir cerca de R$ 9,3 bilhões em caixa ao longo dos próximos 12 meses.
A administração da CSN anunciou um plano para levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões por meio da venda de ativos.
Apesar da iniciativa, analistas avaliam que os recursos obtidos podem não ser suficientes para solucionar completamente a pressão financeira da companhia.
Junto com a prévia operacional, a subsidiária CSN Inova aprovou uma operação de troca de aproximadamente US$ 1,3 bilhão em títulos com vencimento em 2028 por novos papéis com vencimento em 2030.
Embora a medida reduza a concentração de vencimentos no curto prazo, o Goldman Sachs avalia que a operação tende a elevar o custo financeiro da empresa.
Diante do cenário, o Goldman Sachs manteve recomendação de venda para as ações da CSN e estabeleceu preço-alvo de R$ 4,30 para os próximos 12 meses.
Para os investidores, os próximos balanços serão fundamentais para avaliar a capacidade da companhia de reduzir seu endividamento, fortalecer a geração de caixa e recuperar a confiança do mercado em um ambiente ainda desafiador para o setor de siderurgia.
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