Brasil lidera importações de carros chineses em 2026. Analistas avaliam impactos para Localiza e Movida diante da maior concorrência e da depreciação das frotas.
O Brasil se tornou, pela primeira vez, o maior importador de automóveis da China, impulsionado pelo crescimento das compras de veículos eletrificados e pela antecipação das importações antes do aumento das tarifas em julho.
Nos primeiros cinco meses de 2026, o país importou US$ 5,2 bilhões em automóveis chineses, alta de 146,9% na comparação anual. Desse total, US$ 4,5 bilhões correspondem a veículos elétricos e híbridos.
O avanço das montadoras chinesas levanta preocupações para empresas como Localiza (RENT3) e Movida (MOVI3).
Segundo analistas, a maior oferta de veículos pode acelerar a depreciação das frotas, reduzindo o valor de revenda dos automóveis e pressionando os resultados financeiros das locadoras.
O Bradesco BBI destaca que os elevados estoques e o lançamento de novos modelos podem aumentar a concorrência, principalmente no segmento de SUVs e veículos eletrificados.
Apesar dos riscos, especialistas avaliam que os efeitos tendem a ser administráveis.
Entre os fatores que reduzem o impacto estão o foco das locadoras em SUVs, a elevação das tarifas de importação para 35%, que dificulta uma guerra de preços, e o maior poder de negociação das empresas de aluguel de veículos junto às montadoras.
A expectativa é que a presença das fabricantes chinesas continue crescendo nos próximos anos, sustentada por preços competitivos, tecnologia e expansão da produção local.
Projeções do setor indicam que as marcas chinesas podem alcançar cerca de 35% de participação no mercado brasileiro até 2035, consolidando o
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