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28/09/2026

Bolsa pode estar no início da ‘terceira onda’ de alta, dizem André Moraes e Stormer

Julho 30, 2026
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André Moraes e Alexandre Stormer avaliam que a Bolsa brasileira iniciou uma nova fase de valorização estrutural. Segundo os especialistas, a combinação de fluxo estrangeiro, preços descontados e fundamentos favoráveis pode impulsionar um novo ciclo de alta para o mercado acionário.

A Bolsa brasileira pode estar entrando em um novo ciclo de valorização de longo prazo. Essa é a avaliação dos traders André Moraes e Alexandre Wolwacz, o Stormer, que defendem que o mercado já vive a chamada \terceira onda\, um movimento marcado pela volta do capital estrangeiro, valuations atrativos e melhora das condições macroeconômicas.

Em entrevista durante a Expert XP 2026, os especialistas afirmaram que o cenário atual reúne características semelhantes às observadas antes dos grandes ciclos de alta registrados nas últimas décadas.

Fluxo estrangeiro reforça mudança de cenário

Para Stormer, um dos principais sinais da nova fase é o retorno consistente dos investidores estrangeiros ao mercado brasileiro.

Segundo ele, esse movimento ganhou força no início de 2025, justamente quando o Ibovespa voltou a romper máximas históricas, indicando que o fluxo internacional pode sustentar uma tendência mais duradoura.

Outro fator destacado pelo trader é a baixa participação do investidor pessoa física, que ainda demonstra cautela com a renda variável.

Na visão dele, essa combinação costuma ocorrer em momentos próximos aos fundos do mercado, quando os ativos permanecem negociados a preços atrativos.

Valuations seguem descontados

Além do fluxo de capital, os especialistas destacam que as ações brasileiras continuam negociadas a múltiplos considerados baixos, tanto em relação ao histórico quanto em comparação com outros mercados.

Para André Moraes, o cenário atual lembra os grandes ciclos iniciados em 2002 e 2016, períodos que resultaram em expressivas valorizações do Ibovespa.

O analista ressalta, porém, que essas referências servem como comparação histórica, e não como projeção de desempenho.

Segundo ele, o diferencial do momento atual é o alinhamento entre os fundamentos econômicos e os sinais gráficos observados pelo mercado.

Relação risco-retorno é considerada favorável

Stormer avalia que o mercado oferece uma das melhores relações entre risco e retorno dos últimos anos.

Na sua visão, investidores que conseguem identificar o início de uma tendência estrutural têm potencial para capturar grande parte da valorização antes que o movimento se torne consenso.

O trader afirma que oportunidades desse tipo costumam surgir poucas vezes por década e exigem disciplina para aproveitar períodos em que o sentimento do mercado ainda é predominantemente pessimista.

Estratégia precisa mudar

Para André Moraes, um novo ciclo de alta exige mudanças na forma de operar.

Segundo ele, os últimos anos foram marcados por operações curtas e movimentos laterais, favorecendo estratégias de curto prazo.

Agora, caso a tendência de valorização se confirme, investidores precisarão ampliar o horizonte das operações e aceitar oscilações naturais do mercado sem abandonar posições prematuramente.

Moraes relembrou que, durante o primeiro grande ciclo de alta da Bolsa, saiu cedo de diversas operações e deixou de capturar boa parte da valorização.

Quais são os principais riscos?

Apesar do otimismo, os especialistas reconhecem que o cenário depende da evolução do ambiente econômico global.

Stormer acredita que riscos geopolíticos internacionais representam a principal ameaça ao fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil.

Já Moraes aponta a inflação como o maior fator de preocupação. Segundo ele, uma forte alta dos preços do petróleo poderia reacender pressões inflacionárias, obrigando bancos centrais a manter juros elevados por mais tempo e reduzindo o apetite por ativos de risco.

Objetivo é preparar investidores

Os dois especialistas afirmam que pretendem compartilhar a experiência adquirida nos ciclos anteriores para ajudar investidores a identificar oportunidades caso a chamada terceira onda realmente se consolide.

Para Moraes, mais do que buscar ganhos pessoais, o momento representa uma oportunidade de transmitir conhecimento e preparar o maior número possível de investidores para um eventual novo ciclo de valorização da Bolsa brasileira.

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