A agência de segurança viária dos Estados Unidos ampliou a investigação sobre cerca de 135 mil veículos da Ford após identificar possíveis falhas na correia de distribuição que podem causar perda de potência ou travamento do motor.
A Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos Estados Unidos (NHTSA) anunciou nesta segunda-feira (3) a ampliação da investigação sobre aproximadamente 135 mil veículos da Ford após identificar possíveis falhas na correia de distribuição que podem provocar perda de potência ou até o travamento do motor durante a condução.
A medida representa um novo passo na apuração e pode resultar na abertura de um recall obrigatório, caso os riscos à segurança sejam confirmados.
A investigação envolve veículos equipados com motor 1.0L, fabricados entre 2014 e 2021, incluindo os modelos:
Os três modelos já foram descontinuados pela montadora.
Segundo a NHTSA, foram registrados 355 relatos de motoristas que afirmam ter observado o acendimento da luz de baixa pressão do óleo pouco antes da perda total ou parcial da potência do veículo.
As análises indicam que o material da correia de distribuição pode se deteriorar ao longo do tempo, gerando resíduos capazes de obstruir o sistema de lubrificação do motor.
Como consequência, ocorre queda na pressão do óleo, aumentando significativamente o risco de falha mecânica durante a condução.
A agência americana destacou que, em diversos casos, a falha ocorreu sem tempo suficiente para que o motorista pudesse reagir com segurança.
Também foi constatado que muitos veículos apresentaram problemas mesmo com a manutenção periódica realizada corretamente.
A quilometragem média registrada no momento das falhas foi de aproximadamente 70 mil milhas, muito antes da substituição preventiva da correia, recomendada inicialmente para cerca de 150 mil milhas.
Com a ampliação da investigação para a fase de análise de engenharia, a NHTSA poderá determinar a realização de um recall caso conclua que existe um risco significativo para os consumidores.
Enquanto isso, a Ford informou anteriormente que lançou um programa de atendimento ao cliente para alguns veículos equipados com o motor 1.0L, reduzindo o intervalo recomendado para substituição da correia de distribuição para 100 mil milhas ou seis anos.
A montadora também oferece reembolso aos proprietários elegíveis que já realizaram reparos relacionados ao problema, embora ainda não tenha detalhado quais veículos nos Estados Unidos são contemplados pelo programa.
A notícia pressionou as ações da Ford durante o pregão desta segunda-feira, refletindo a preocupação dos investidores com possíveis custos relacionados a reparos, indenizações e eventual recall em larga escala.
O mercado acompanhará os próximos desdobramentos da investigação, que poderá influenciar tanto as operações da fabricante quanto a confiança dos consumidores nos modelos afetados.
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